segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Vídeo muito instrutivo sobre o tema Mediunidade

Caros amigos.
Abaixo segue um vídeo publicado pelos irmãos de Vila Velha - ES sobre o tema da mediunidade.



Centros de Força e a Glândula Pineal

Novamente reproduzo uma ótima publicação sobre o tema da Glândula Pineal e os Centros de Força do Organismo, tema de estudo do grupo de estudo da mediunidade do Centro Espírita Leopoldo Cirne,
O material também veio do blog Estudando Espiritismo, de Jorge Nectan.

Sabemos que os Espíritos encarnados e desencarnados são dotados de um corpo fluídico, semi-material, isto é, composto de fluidos em diferentes estados de condensação. Esse corpo fluídico é o perispírito ou corpo espiritual.
O perispírito está intimamente regido por vários centros de força que trabalham vibrando uns em sintonia com os outros, sob o poder diretor da mente. A mente é que determina o funcionamento mais ou menos equilibrado destes centros de força e são eles que dão condições para que o perispírito desempenhe as suas várias funções.
A localização desses centro de força no perispírito corresponde a dos plexos no corpo físico, com exceção dos que estão no crânio perispiritual, o coronário e o frontal, que se ligam aos centros encefálicos.
Plexos são feixes nervosos do corpo físico onde há maior concentração de nervos.
Os centros de força são também denominados de discos energéticos e centros vitais, mas são vulgarmente conhecidos pelo nome de chacras, por causa das filosofias orientais.
Chacra é palavra sânscrita que significa “roda”, pois eles têm forma circular com mais ou menos 5cm de diâmetro, possuem vários raios de ação que giram, incessantemente, com a passagem da energia, lembrando um ventilador em movimento.
Cada um tem as suas cores próprias, características. Quanto mais evoluída a pessoa, mais brilhantes são essas cores, alcançam maior diâmetro e os seus raios giram com maior desenvoltura.
São eles que distribuem, controlam e dosam as energias que o nosso corpo físico necessita, como também regulam e sustentam os sentimentos, as emoções, e alimentam as células do pensamento.
É através dos centros de força que são levadas as sensações do corpo físico para o Espírito, pois são eles que captam as energias e as influências exteriores.
O Fluido Cósmico Universal ao ser absorvido é metabolizado pelo centro coronário, em fluido espiritual - uma energia vitalizadora - imprescindível para a dinâmica do nosso corpo físico, sentimentos, emoções e pensamentos.
Após a metabolização, essa energia circula pelos outros centros de força e é canalizada através da rede nervosa para todo o organismo com maior ou menor intensidade de acordo com o estado emocional da criatura, porque eles estão subordinados a impulsos da mente, irradiando-se, posteriormente, em seu derredor, formando a nossa aura, que é uma espécie de espelho fluídico capaz de refletir o que se passa no campo psíquico. Ela reflete o nosso estado de Espírito.
Hábitos, conduta e ações nocivas, todos os atos contrários às Leis Divinas, tornam os chacras desequilibrados e comprometem o funcionamento harmonioso do conjunto.
Tal seja a viciação do pensamento, tal será a desarmonia no centro de força correspondente que reagirá sobre o corpo físico.
Exemplo:
- maledicência, calúnia -> desequilibra o centro de força laríngeo;
- sentimentos inferiores (inveja, ciúme, egoísmo, vaidade, mágoa) -> desequilibram o centro de força cardíaco;
- sexo sem amor, sem respeito ou sem responsabilidade -> desequilibra o centro de força genésico.
Quanto mais equilibrados e harmônicos entre si, mais saúde física e psíquica para a criatura e maior carga de energias ou forças vitalizadoras teremos para doar no processo de irradiação.
O equilíbrio para os nossos chacras conseguiremos através da reforma íntima, pela reforma moral, através do burilamento das nossas facetas negativas, procurando desfazer-nos das imperfeições que ainda trazemos dentro de nós.
São em número de sete os principais centros de força:
a) Centro Coronário: é o mais importante pelo seu alto potencial de radiações.
Nele se assenta a ligação com a mente. Relaciona-se materialmente com a epífise ou glândula pineal, ligando os planos espiritual e material.
Recebe, em primeiro lugar, os estímulos do Espírito comandando os demais, vibrando, porém, com eles em regime de interdependência, isto é, são ligados entre si, obedecem ao comando do coronário, mas cada um tem a sua função própria. É como se todos formassem uma orquestra e o coronário fosse o regente.
Dele emanam as energias de sustentação de todo o sistema nervoso. É o grande assimilador das energias solares e captador dos raios que a espiritualidade superior envia para a Terra, capazes de favorecer a sublimação das almas. Esse centro de força desenvolve-se na proporção da evolução espiritual.
b) Frontal ou Cerebral: tem grande influência sobre os demais.
Relaciona-se materialmente com o córtex cerebral. Trabalha em movimentos sincrônicos e de sintonia com o centro coronário, do qual recolhe os estímulos mentais, transmitindo impulsos e anseios, ordens e sugestões aos órgãos e tecidos, células e implementos do corpo por que se expressa.
É responsável pelo funcionamento dos centros da inteligência. Comanda os 5 sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar.
Comanda através da hipófise todo o sistema glandular interno, com exceção do timo, tireóide e paratireóides.
Administra todo o sistema nervoso. O coronário fornece as energias e ele administra.
É por este centro de força que podemos, segundo a nossa vontade, irradiar calma, alívio, equilíbrio, conforto a quem esteja necessitando, bastando usar a força do pensamento. É responsável pelos poderes mentais.
c) Laríngeo: controla os órgãos da respiração, da fala e as atividades do timo, da tireóide e paratireóides. Relaciona-se com o plexo cervical. É um centro de força muito desenvolvido nos grandes cantores e oradores.
d) Cardíaco: controla, regula as emoções. Comanda os sentimento. É responsável pelo funcionamento do coração e do aparelho circulatório. Relaciona-se materialmente com o plexo cardíaco.
e) Esplênico: responsável pelo funcionamento do baço, pela formação e reposição das defesas orgânicas através do sangue. Relaciona-se materialmente com o plexo mesentérico e baço.
f) Gástrico ou Umbilical: responsável pelos aparelhos digestivos. Relaciona-se com o plexo solar. Responsável pela absorção dos alimentos.
g) Genésico ou Básico: relaciona-se com os plexos sacro e lombar. Responsável pelos órgãos reprodutores e das emoções daí advindas. Como diz André Luiz, nele se assenta o santuário do sexo. É responsável não só pela modelagem de novos corpos físicos como pelos estímulos criadores com vistas ao trabalho, à associação e a realização entre as almas. São essas energias sexuais, quando equilibradas, que levam os homens a pesquisar no campo da Ciência, da tecnologia com vistas a descobrir remédios, vacinas, inventar aparelhos, máquinas que visem a melhorar a qualidade de vida dos homens.
Levam também as pessoas a criarem no ramo das Artes, da Literatura ou em qualquer outro ramo cultural ou educacional. Quando equilibradas, levam as pessoas a se dedicarem a obras beneméritas, a se associarem para promover os homens socialmente, para estabelecerem a paz e a concórdia entre a humanidade, defenderem a natureza, etc.
Quanto mais evoluída a pessoa, mais ampliação terá das forças sexuais em inúmeras atividades para o bem. Vai havendo maior diversificação na canalização dessas energias. Elas deixam de ser canalizadas somente para o erotismo, como acontece nas pessoas menos evoluídas. As que já conseguem viver em regime de castidade sem tormento mental podem canalizar estas energias para o trabalho em benefício do próximo, para o campo da Ciência, da Cultura, da Mediunidade.

A GLÂNDULA PINEAL

Jorge Andréa, médico psiquiatra, expositor e escritor espírita, que há muitos anos tem se dedicado aos estudos da mediunidade e das obsessões, afirma-nos em [Nos Alicerces do Inconsciente]:
"A tríade por excelência, da mais alta expressão no mecanismo mediúnico, seria representada:
a) pela glândula pineal;
b) pelos centros de energia vital ou chacras;
c) pelo sistema neuro-vegetativo."
Como podemos notar, a glândula pineal e o sistema neuro-vegetativo são órgãos do corpo físico e os centros de energia vital são órgãos do corpo perispiritual.
A glândula pineal foi bastante conhecida dos antigos, fato observado através de descrições existentes. A escola de Alexandria participou ativamente dos estudos da pineal que achavam-se ligados a questões religiosas. Os gregos conheciam-na como conarium, e os latinos como pinealis, semelhante à uma pinha. Estes povos, em suas dissertações, localizavam na pineal o centro da vida. Mais tarde, os trabalhos sobre a glândula pineal se enriqueceram com estudos de De Graff, Stenon e Descartes que, em 1677, fez uma minuciosa descrição da glândula, atribuindo-lhe papel relevante que se tornou conhecida até os nossos dias. Para ele:
"A alma é o misterioso hóspede da glândula pineal."
No início do séc. XIX, embriologistas relacionaram a pineal ao terceiro olho de alguns répteis lacertídeos da Nova Zelândia e passaram a considerá-la como um órgão vestigial, abandonado pela natureza, o que atrasou, em muito, os estudos sobre a pineal.
Porém, em 1954, vários estudiosos publicaram um livro como o somatório crítico de toda a
literatura existente sobre a glândula pineal, chegando a algumas conclusões que foram
comprovadas em trabalhos subsequentes. Dentre estas:
?? que a glândula pineal passou de um órgão sensorial a uma glândula de secreção endócrina, entretanto, permanece sofrendo influência da luz, ou seja: a luz inativa a pineal e a ausência de luz, ativa a pineal;
?? a pineal teria influência sobre o amadurecimento das glândulas sexuais - ovários e testículos; quando atuante, a pineal inibiria o desenvolvimento destas glândulas, e a inatividade da pineal
permitiria o seu desenvolvimento ocorrendo assim o aflorar da sexualidade;
?? seus hormônios favoreceriam o sono, diminuiriam crises convulsivas, sendo por isso conhecida como glândula da tranquilidade;
?? atuaria ainda como reguladora das funções da tireóide, pâncreas e supra-renais;
?? seria ainda uma reguladora global do sistema nervoso central.
Temos, até aqui, um ligeiro resumo do que a Ciência oficial conhece hoje sobre a glândula pineal Busquemos agora, algumas considerações espíritas. Allan Kardec [LM-it 226] questiona aos Espíritos:
O desenvolvimento da mediunidade guarda relação como o desenvolvimento moral do médium?
Não, a faculdade propriamente dita se radica no organismo não depende da moral.
Tecem a seguir valiosos comentários quanto ao problema do uso da faculdade.
Interessa-nos, porém, a expressão textual dos Espíritos: a faculdade propriamente dita se
radica no organismo, esta afirmação aguça-nos a sã curiosidade de pesquisar em torno da sede da mediunidade. Qual seria o órgão responsável por tal aquisição fundamental do Espírito encarnado? Na época em que Kardec codificou o Espiritismo pouco se conhecia da anatomia e estrutura microscópica da pineal e muito menos ainda de suas funções. Com o avanço da Ciência, porém, houve condições de recebermos informações mais amplas dos Espíritos através das obras complementares da codificação. André Luiz, é, sem dúvida alguma, o autor espiritual que mais amplas elucidações nos faz sobre o assunto.
Em [Missionários da Luz-cap I e II] André Luiz estudando um médium psicógrafo com o instrutor Alexandre, observa a epífise - ou pineal - do médium que está a emitir intensa luminosidade azulada, e o instrutor Alexandre esclarece:
"No exercício mediúnico de qualquer modalidade, a pineal desempenha o papel mais importante.
André Luiz observa: - Reconheci que a glândula pineal do médium expedia luminosidade cada vez mais intensa... a glândula minúscula transformarase em núcleo radiante e ao redor, seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes.
André Luiz prossegue narrando o que vê: - Examinei atentamente os demais encarnados, em todos eles a pineal apresentava notas de luminosidade, mas em nenhum brilhava como no médium em serviço.
Alexandre esclarece: pode reconhecer agora que todo centro glandular é uma potência elétrica. Através de suas forças equilibradas, a mente humana intensifica o poder de emissão e recepção de raios peculiares à nossa esfera espiritual, é na pineal que reside o sentido novo dos homens, entretanto, na grande maioria, a potência divina dorme embrionária."
Em [Evolução em Dois Mundos-cap IX], que fala da Evolução do cérebro, André Luiz explica a evolução da pineal, que deixou de ser um olho exterior, como era nos lacertídeos da Nova Zelândia, para fazer parte do cérebro em seu interior na zona mais nobre o tálamo, relacionando às emoções mais sutis. Em [Missionários da Luz], o instrutor Alexandre fornece ainda outras informações a André Luiz:
"Não se trata de um órgão morto segundo as velhas suposições, é a glândula da vida mental. Ela acorda no organismos do homem na puberdade, as forças criadoras, e em seguida continua a funcionar como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre. Aos 14
anos aproximadamente, a glândula reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus maravilhosos mundos de sensações e impressões da esfera emocional. Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade, examinando o inventário de suas paixões vividas em outras épocas, que reaparecem sob fortes impulsos. Ela preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Desata de certo modo os laços divinos da natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na sequência de lutas pelo aprimoramento da alma e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida."
Vemos então atribuídas à glândula pineal funções que só agora estão sendo esclarecidas pela Ciência oficial. Segundo revelações dos instrutores espirituais, ela domina o campo da sexualidade e estabelece contato com o mundo extra-corpóreo.
Continuando as elucidações doutrinárias, voltemos a [Missionários da Luz] e vamos encontrar André Luiz surpreso com a amplitude de funções da pineal, e, a certa altura, interroga a Alexandre sobre o papel das gônadas (testículos e ovários) no desencadeamento e preservação das energias sexuais. Alexandre esclarece:
"As glândulas genitais são demasiadamente mecânicas para guardarem os princípios sutis e quase imponderáveis da geração. Acham-se absolutamente controladas pelo potencial magnético de que a pineal é a fonte fundamental. As glândulas genitais segregam hormônios psíquicos ou unidades-força que vão atuar nas energias geradoras. Os cromossomas da bolsa seminal não lhe escapam à influenciação absoluta e determinada".
Alexandre prossegue fornecendo valiosas informações sobe a influência do nosso estado emocional, sobre as gônadas - via glândula pineal, o que é de grande importância para os padrões de conduta íntima que devem vigorar em cada um de nós.

CVDEE – Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo
Estudos sobre Mediunidade
Fonte: Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora-MG


Bibliografia
1) Livro dos Médiuns - Allan Kardec
2) Missionários da Luz - André Luiz/Chico Xavier
3) Evolução em Dois Mundos - André Luiz/Chico Xavier
4) Grilhões Partidos - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo Franco
5) Entre a Terra e o Céu - André Luiz/Chico Xavier
6) Forças Sexuais da Alma - Jorge Andréa
7) Nos Alicerces do Inconsciente - Jorge Andréa

Seminário sobre a Glândula Pineal.

Ainda no campo do estudo científico da Doutrina Espírita, e reforçando ainda mais a sua importância que vem sendo dedicada no meio acadêmico, reproduzo o convite para o seminário abaixo:

O palestrante Sérgio Felipe de Oliveira convida para o Workshop – Aprenda a utilizar sua Glândula Pineal.
No dia a dia, na convivência social e de família, no trabalho, no planejamento de suas atividades e vida conjugal.
Em 28 de setembro, às 14 horas.
Local: UniSant’anna – Rua Voluntários da Pátria, 421 – Bloco 1 – 6º andar – Auditório I.
Informações e Vendas: (11) 2086-4367.
Participe!

A importância da Glândula Pineal

Reproduzo aqui uma postagem de um excelente blog, publicado por Jorge Nectan, ESTUDANDO ESPIRITISMO (Espiritismo filosófico e científico) onde o tema é abordado pelo Jorge Andréa (Médico e Expositor do Instituto de Cultura Espírita do Brasil).

A Glândula pineal ou epífise foi bastante conhecida dos antigos, fato observado através das descrições existentes. A escola de Alexandria participou ativamente nos estudos pineais que se achavam ligados às questões de ordem religiosa. Os gregos conheciam-na por "conarium" e os latinos por "glândula pinealis". Estes povos em suas dissertações localizavam naglândula pineal o centro da vida.
Muito mais tarde, os trabalhos sobre a glândula pineal se enriquecem com De Graf, Stenon e Descartas. Este último fez interessante e minuciosa descrição, atribuindo até nossos dias; para ele, a alma era o hóspede misterioso da glândula pineal.
No começo deste século, os estudos tomam maior incremento com observações mais aprimoradas. Nos nossos dias, apesar de experimentações mais meticulosas, ainda não temos definitiva interpretação sobre sua real função, daí as divergências nas hipóteses apresentadas.
As pesquisas embriológicas em certos animais vertebrados (lacertídeos), notificaram a presença de um elemento que denominaram ''olho pineal", considerado por muitos como órgão sensorial destinado à visão de certos animais fósseis. Seria órgão vestigiário, órgão em repressão, cuja presença nos animais mais avançados na escala zoológica representaria o resquício de olho ímpar de certos invertebrados? Inúmeras experiências foram feitas nasdiversas espécies animais a respeito do olho pineal; as conclusões são contraditórias e pouco razoáveis.
Poderíamos pensar que o olho pineal, em vez de ser elemento regressivo, com tendências ao desaparecimento, fosse, ao contrário, elemento em desenvolvimento. Do olho externo e ímpar de certos animais haveria, aos poucos, nos lentos e meticulosos processos de mutações e transformações evolutivas que desconhecem o tempo, uma inflexão para o interior da caixacraniana, tomando características histológicas especiais sem perderem as de sua origem. Atenderia esta formação ao controle de funções de alta relevância para o animal tais sejam os diversos mecanismos do instinto, com tonalidades próprias, conforme o desenvolvimento da espécie. Com o aparecimento progressivo em relação à escala zoológica, portanto evolutivo,iria aparecendo ao lado do olho pineal o divertículo epifisário, até que no homem alcançaria em conjunto com as paráfises (formações embriológicas mais ou menos constantes), o estado mais completo do desenvolvimento pineal.
Desse modo, o olho poderá ser visto como o ponto em que se iniciam os verdadeiros alicerces da glândula pineal e, como tal, o início da Individualidade espiritual-as expressões de um EU em formação - que não existe nos invertebrados, cuja zona espiritual deve fazer parte de umconjunto próprio da espécie ( alma grupo ), sem as nuanças que caracterizam o Indivíduo, o EU. Lógico seria admitir que, à medida que a escala zoológica avança, os instintos se desenvolvem atingindo seus mais altos graus; e, na espécie humana a glândula pineal responderia pelos mecanismos da meditação e ao discernimento, da reflexão e do pensamento e pela direção e orientação dos fenômenos psíquicos mais variados.
A glândula pineal ou epífise, na espécie humana, ocupa posição central em relação aos órgãos nervosos (gravura 1).
A- Cortex cerebral; B- Lobo frontal; C-Hipófise; D-ProtuberânciaE-Bulbo; F-Medula; G-Sist.de ativação reticular; H- cerebeloI- Glândula Pineal; J- Região talâmica; K- Impulsos nervosos
A glândula pineal mantém relações com as glândulas endócrinas e deixa transparecer sua influência em maior ou menor grau. Ainda é difícil estabelecer as relações exatas entre a pineal e as demais glândulas embora possamos asseverar, pelos trabalhos e observações conjuntas, que a pineal seria realmente a orientadora da cadeia glandular, comunicando-se com as demais glândulas direta ou indiretamente tendo na hipófise o grande campo desuas expansões com o organismo inteiro. Não seria a neuro-hipófise, mas precisamente, a zona por intermédio da qual a pineal orientaria todo o seu trabalho no equilíbrio endócrino?
Com os gritos da puberdade, aos 14 anos em média, a pineal chefiando a cadeia glandular e mais condicionada pelo desenvolvimento físico do indivíduo, encontra melhor campo e distribuição das emoções de vidas pregressas, cedidas pelos vórtices da zona inconsciente (zona espiritual) .Estes profundos vórtices energéticos do inconsciente, por se acharem ligados às manifestações do sexo, causam modificações como que preparando o campo físico (através da glândula pineal) às necessidades evolutivas, onde as imensas regiões das emoções melhor se expressam. Essa glândula responderia pelos mais altos fenômenos da vida - "glândula da vida espiritual" - e por ser elemento básico e controlador das razões emocionais, o sexo em suas múltiplas manifestações dependeria integralmente de sua interferência Ainda seria por intermédio dessa glândula que os fatores propulsores de evolução espiritual (renúncia, uso equilibrado do sexo, tolerância, bondade, abnegação e disciplina emotiva por excelência) alcançariam índices bastantes elevados. Desse modo, a pineal séria a tela medianeira onde o espírito encontra os meios de aquisição dos seus íntimos valores, por um lado e, pelo outro, fornece as condições para o crescimento mental do homem em verdadeiro ciclo aberto, inesgotável de possibilidades e potencialidades. As aquisições para o espírito serão cada vez maiores e as influências do espírito na matéria serão cada vez mais potentes. Tudo se amplia e completa nas ajustadas etapas palingenéticas, como possibilidades mais lógicas da evolução no esquema cósmico.
Pelas referências acima, percebemos a influência diretora da glândula pineal sobre a cadeia glandular do organismo. A ligação que mantém com o hipotálamo e outras zonas nobres do sistema nervoso central é evidente, como também a influência que exerce no sistema neuro-vegetativo. Desse modo, jamais podemos afastar a glândula pineal da participação de inúmeras funções orgânicas, direta ou indiretamente, assim como da acentuada correlação no setor psíquico.
Porque não admitir a pineal - devido à sua situação absolutamente central em relação aos órgãos nervosos, às unidades glandulares que dirige, aos elementos somáticos que influencia, ao sistema neuro-vegetativo que atua e controla - como sendo o Centro Psíquico, o Centro Energético, o Centro Vital, que se responsabilizaria pela ativação e controle de todos os atosorgânicos, desde os mais simples até os fenômenos mais altos da vida?
Podemos considerar a pineal como sendo a glândula da vida psíquica; a glândula que resplandece o organismo, acorda a puberdade e abre suas usinas energéticas para que o psiquismo humano, em seus intrincados problemas emocionais, se expresse em vôos imensuráveis.
A afirmação filosófica-intuitiva da escola de Alexandria, dos antigos gregos e mais modernamente de Descartes, como sendo a pineal a sede da alma, e com os estudos que atualmente possuímos, devemos meditar profundamente, sem julgarmos a priori aquilo que nossa ciência oficial ainda não alcançou.
Existe outro terreno orgânico, ainda desconhecido inexplorado, para além do físico, de energia mais sutil e menos condensada do que aquela da matéria e que por isso mesmo a dirige e orienta. É terreno puramente vibratório, não observado pelo olho humano mesmo com aparelhagem óptica especializada, contudo perceptível pelos reais efeitos: terreno no qual estaria mergulhada a energia condensada que é a matéria, obedecendo aos seus influxos, porserem mais evoluídos, mais vividos, mais experientes e, por isso, com possibilidade de comandar inteligentemente.
Para que a ciência progrida resolva seus difíceis problemas, terá que imergir nas energias, mais precisamente nas energias do mundo psíquico, para melhor defini-lo, estudá-lo e compreendê-lo. Não mais se entenderá uma ciência que fique a arrastar-se na análise e a computar exclusivamente aquilo que os sentidos humanos possam perceber; terá que integrar-se no todo, ter a visão sintética, a visão de conjunto e não mais rastejar teimosamente em dimensões menores.
Os pesquisadores, em suas dissecções anatômicas e em seus mergulhos nos infinitamente pequenos, vão transformando a matéria de viva em morta, e com isso jamais encontram o Princípio Vital, a Essência dessas unidades de trabalho. Por assim proceder, afirmam solenemente nada existir além do que os sentidos percebem, e iludem-se com o mais densificado.

Fonte: Nos Alicerces do inconsciente - Jorge Andréa

Começando com a base doutrinária.