Em Nos
Domínios da Mediunidade o Instrutor Albério esclarece André Luiz: “Precisamos considerar que a mente
permanece na base de todos os fenômenos mediúnicos...”. É
através da mente que se manifestam os valores adquiridos pelo Espírito, as
experiências acumuladas, as virtudes, os conhecimentos, os defeitos, os dramas
vividos, as afeições, o rancor, a bondade, o ressentimento, a compreensão, a
vingança, a alegria, a tristeza, o amor e o ódio. Todas estas características
intrínsecas do Espírito exteriorizam-se através da mente, definindo o grau de
evolução em que se encontra e a faixa vibratória em que se vive.
Deus fez o
homem para viver em sociedade. Ninguém possui faculdades completas - somente
pela união social é que elas se completam, pela convivência de umas com as
outras. Dependemos dos nossos semelhantes, e constantemente agimos e reagimos
uns sobre os outros. Estabelecemos laços, formamos grupos e nos influenciamos
mutuamente. A natureza dos nossos pensamentos, as nossas aspirações, o nosso
sistema de vida, a se expressarem através de atos, palavras e pensamentos,
determinam a qualidade dos Espíritos que, pela lei de afinidades, serão compelidos
a sintonizarem conosco nas tarefas cotidianas e, especificamente, nas práticas
mediúnicas.
No (LM: 21, 232)
somos alertados:
“Fora
erro acreditar alguém que precisa ser médium para atrair a si os seres do mundo
invisível. Eles povoam o espaço; temo-los incessantemente em torno de nós,
intervindo em nossas reuniões, seguindo-nos ou evitando-nos, conforme os
atraímos ou repelimos, A faculdade
mediúnica em nada influi para isto: ela mais não é do que um meio de
comunicação.”
Por isso a
afirmativa: Mediunidade não basta só por si. O importante é a utilização que
fazemos da faculdade.
Existe um
estado da mente em que ela se atém àquilo que a atrai naturalmente ou para o
que ela se propõe a fazer. Estado este que chamamos concentração. Este
estado mental é alcançado de duas formas:
a) Espontânea - inconsciente, involuntária;
b) Programada - fruto de esforço e de exercício
continuado, tendo em vista um objetivo (adaptação psíquica).
No caso
do médium, o conhecimento deste mecanismo é fundamental. É através desta atitude
mental que se abrirão as portas que permitem o trânsito do plano físico para o
espiritual e vice-versa, ou seja, é um estado mental de predisposição perceptiva
de outras condições vibracionais que não sejam as dos sentidos físicos.
Pode-se
utilizar alguns métodos que facilitam alcançar este estado. Através de exercícios
respiratórios, de música, de leituras edificantes, com a predisposição a um
relaxamento físico e mental. Físico, em relação à musculatura do corpo físico;
mental, em relação à abstração dos problemas que não dizem respeito à
finalidade do momento.
Na
concentração o médium cria um campo em torno de si, que exerce influência sobre
si próprio. Emite vibrações que se estendem pelos espaços e, por um processo
natural de sintonia, atuam em outras mentes que lhe são equivalentes, estabelecendo-se
uma ligação com estas mentes.
O improviso
nesta atividade mental, a invigilância, a falta de Evangelho, a ociosidade
mental e física irá provocar o cansaço psíquico, a inquietação em decorrência
da instabilidade de pensamentos, a polivalência de idéias. Por isso é
necessário uma constante preparação íntima, conseguida através da prece, de
leituras salutares, do cultivo de pensamentos equilibrados, do trabalho no bem
e dos cuidados com a saúde física.
Autora: Vólia Loureiro do Amaral Lima
REFERÊNCIAS
1) Kardec, A.
O Livro dos Médiuns.
2) Xavier,
F. C./Luis, A. Nos Domínios da Mediunidade.
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