segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O Pensamento: Ideoplastia e Criações Fluídicas - 1ª Parte

5.1 Introdução

O Princípio Inteligente (PI), através de sua longa viagem pelos Reinos da Natureza, foi desenvolvendo características e aptidões importantes e indispensáveis para a sua evolução. Funções rudimentares e simples se transformaram, com o passar do tempo, em funções cada vez mais especializadas e complexas. Da função desenvolvida por uma única organela celular tivemos o aparecimento de maravilhosos e competentes aparelhos e sistemas orgânicos. Tudo isso exigiu um controle eficiente e preciso; assim o PI foi desenvolvendo simultaneamente o sistema nervoso, para desempenhar esta tarefa. Após milênios, de evolução estava pronto o espetacular órgão do corpo humano, o cérebro, que passou a ser o dirigente e o gerente de cada repartição do corpo físico do homem.

5.2 O Cérebro

Ao nascimento, o cérebro humano pesa aproximadamente 500 gramas e possui cerca de 100 milhões de neurônios (células nervosas). No adulto o cérebro pesa aproximadamente 1500 gramas e tem também cerca de 100 milhões de neurônios. Sabe-se que a partir do nascimento, o homem vai desenvolvendo cada vez mais as suas aptidões, e este desenvolvimento, como vêem, não decorre da multiplicação das células nervosas. Hoje sabe-se que este fato se dá pelo aumento crescente da união entre estas células, ou seja, de sinapses nervosas (nome que a Ciência dá à união entre as células nervosas).
Assim, o que diferencia o cérebro de uma criança do cérebro de um adulto é o número de sinapses nervosas. A Ciência atual aceita que a maior ou menor aptidão cerebral, se deve ao maior ou menor número de sinapses nervosas. Pode-se também estender estes conhecimentos aos animais, diferenciando-os em aptidões de acordo com o número de sinapses nervosas.
O que é muito interessante, é que o fator determinante para se ter mais ou menos sinapses é diretamente proporcional ao exercício e ao estímulo constante ao sistema nervoso, e também, que essa capacidade de formar sinapses, ao contrário que muitos pensam, é a mesma do nascimento ao túmulo, ou seja, independe da idade do indivíduo demonstrando cientificamente que, realmente, nunca é tarde para estudar e aprender.
Qualquer atividade nossa é comandada pelo cérebro, desde as mais simples, como o piscar dos olhos, até as mais complexas como escrever, falar etc.
Se acompanharmos a evolução do PI, observa-se que as aptidões após serem conquistadas, são armazenadas como patrimônio eterno do ser. À medida que aptidões mais complexas se desenvolvem, as mais simples passam ao controle do inconsciente (automatismo). Pode-se assim dizer que: o cérebro comanda o nosso corpo físico utilizando-se de ordens conscientes (falar, escrever, andar, etc.) e ordens inconscientes (piscar os olhos, bater o coração, respirar etc.).
A Ciência da Terra consegue explicar como ocorrem as alterações cerebrais diante de um estímulo, qual a área do cérebro responsável pelo controle de certa função orgânica, explica como a ordem, partindo do cérebro, atinge o órgão efetor. A Ciência terrena se perde quando não consegue entender o motivo pelo qual, a um mesmo estímulo, duas pessoas respondem de forma tão diferente em certas circunstâncias. Por que duas pessoas ao ouvirem uma mensagem ou uma música, uma chega às lágrimas, enquanto a outra se mostra indiferente.
Para se entender este aspecto, recorre-se à ciência não convencional. O Espiritismo nos explica este fato com clareza.
Nós espíritas sabemos a diferença entre um Espírito encarnado e outro Espírito desencarnado, e entre outras coisas, que o encarnado por precisar atuar sobre a matéria densa, necessita do corpo físico. A Doutrina Espírita nos ensina que o corpo físico desde o momento da concepção é formado tendo como molde o perispírito. Nosso corpo físico é uma cópia de nosso corpo perispiritual (réplica rudimentar). Guardando certos limites, pode-se afirmar que o cérebro humano é uma réplica do cérebro perispiritual, e que este cérebro físico seria rudimentar quando comparado ao cérebro perispiritual, pois nem todas as características são passadas ao corpo físico, mas apenas as possíveis e necessárias a cada reencarnação. Seriam dois computadores de gerações diferentes.

5.3 A casa mental

Precisamos avaliar corretamente a natureza dos nossos instintos e apetites básicos, condicionamentos, a fim de que, melhor equipados, possamos controlá-los.
O mundo, neste particular, está em débito para com Sigmund Freud, o descobridor da Psicanálise, em virtude de ter sido ele o primeiro homem a passar a mente humana pelos raios X com êxito, descrevendo seus complicados trabalhos.
De acordo com sua teoria, a mente está dividida em três partes:
1)  O inconsciente;
2)  O subconsciente;
3)  A consciência.
Freud deu a estas três partes da mente nomes técnicos específicos, chamando: O inconsciente de ID; o consciente de EGO e a consciência de superego.

 - A casa construída por Freud

Se fizermos uma idéia de que a mente é uma pequena casa, poderíamos chamar o inconsciente de porão - andar subterrâneo; o consciente de andar principal, parte da casa onde realmente vivemos e nos entretemos, e a consciência - censor moral, a polícia, seria o sótão.
É lógico presumirmos que o porão não é tão limpo ou não está tão em ordem como a parte de cima. Na maioria das casas o porão torna-se um lugar para despejo, onde se armazena quantidade de velharias e, ao mesmo tempo, onde se localiza o sistema de abastecimento de toda a casa.

 - O sistema nervoso é a casa de Freud

No sistema nervoso, temos o cérebro inicial, repositório dos movimentos instintivos e sede das atividades subconscientes; figuremo-lo como sendo o porão de sua individualidade, onde arquivamos todas as experiências e registramos os menores fatos da vida. Na região do córtex motor, zona intermediária entre os lobos frontais e os nervos, temos o cérebro desenvolvido, consubstanciando as energias motoras de que se serve a nossa mente para as manifestações imprescindíveis no atual momento evolutivo do nosso modo de ser.
Nos planos dos lobos frontais, silenciosos ainda para a investigação científica do mundo, jazem materiais de ordem sublime, que conquistaremos gradualmente, no esforço de ascensão, representando a parte mais nobre de nosso organismo divino em evolução.
Não podemos dizer que possuímos três cérebros simultaneamente. Temos apenas um que, porém, se divide em três regiões distintas. Tomemo-lo como se fora um castelo de três andares; no primeiro situamos a “residência de nossos impulsos automáticos”, simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados; no segundo localizamos o “domicílio das conquistas atuais”, onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edificando; no terceiro, temos “a casa das noções superiores”, indicando as eminências que nos cumpre atingir.

(Segue na próxima postagem)

AutoraVólia Loureiro do Amaral Lima

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