5.1 Introdução
O Princípio
Inteligente (PI), através de sua longa viagem pelos Reinos da Natureza, foi
desenvolvendo características e aptidões importantes e indispensáveis para a
sua evolução. Funções rudimentares e simples se transformaram, com o passar do
tempo, em funções cada vez mais especializadas e complexas. Da função
desenvolvida por uma única organela celular tivemos o aparecimento de
maravilhosos e competentes aparelhos e sistemas orgânicos. Tudo isso exigiu um
controle eficiente e preciso; assim o PI foi desenvolvendo simultaneamente o
sistema nervoso, para desempenhar esta tarefa. Após milênios, de evolução
estava pronto o espetacular órgão do corpo humano, o cérebro, que passou a ser
o dirigente e o gerente de cada repartição do corpo físico do homem.
5.2 O
Cérebro
Ao nascimento,
o cérebro humano pesa aproximadamente 500 gramas e possui
cerca de 100 milhões de neurônios (células nervosas). No adulto o cérebro pesa
aproximadamente 1500
gramas e tem também cerca de 100 milhões de neurônios.
Sabe-se que a partir do nascimento, o homem vai desenvolvendo cada vez mais as
suas aptidões, e este desenvolvimento, como vêem, não decorre da multiplicação
das células nervosas. Hoje sabe-se que este fato se dá pelo aumento crescente
da união entre estas células, ou seja, de sinapses nervosas (nome que a Ciência
dá à união entre as células nervosas).
Assim, o que
diferencia o cérebro de uma criança do cérebro de um adulto é o número de
sinapses nervosas. A Ciência atual aceita que a maior ou menor aptidão
cerebral, se deve ao maior ou menor número de sinapses nervosas. Pode-se também
estender estes conhecimentos aos animais, diferenciando-os em aptidões de
acordo com o número de sinapses nervosas.
O que é muito
interessante, é que o fator determinante para se ter mais ou menos sinapses é
diretamente proporcional ao exercício e ao estímulo constante ao sistema
nervoso, e também, que essa capacidade de formar sinapses, ao contrário que
muitos pensam, é a mesma do nascimento ao túmulo, ou seja, independe da idade
do indivíduo demonstrando cientificamente que, realmente, nunca é tarde para
estudar e aprender.
Qualquer
atividade nossa é comandada pelo cérebro, desde as mais simples, como o piscar
dos olhos, até as mais complexas como escrever, falar etc.
Se
acompanharmos a evolução do PI, observa-se que as aptidões após serem conquistadas,
são armazenadas como patrimônio eterno do ser. À medida que aptidões mais
complexas se desenvolvem, as mais simples passam ao controle do inconsciente
(automatismo). Pode-se assim dizer que: o cérebro comanda o nosso corpo físico
utilizando-se de ordens conscientes (falar, escrever, andar, etc.) e ordens
inconscientes (piscar os olhos, bater o coração, respirar etc.).
A Ciência da
Terra consegue explicar como ocorrem as alterações cerebrais diante de um
estímulo, qual a área do cérebro responsável pelo controle de certa função
orgânica, explica como a ordem, partindo do cérebro, atinge o órgão efetor. A
Ciência terrena se perde quando não consegue entender o motivo pelo qual, a um
mesmo estímulo, duas pessoas respondem de forma tão diferente em certas
circunstâncias. Por que duas pessoas ao ouvirem uma mensagem ou uma música, uma
chega às lágrimas, enquanto a outra se mostra indiferente.
Para se entender
este aspecto, recorre-se à ciência não convencional. O Espiritismo nos explica
este fato com clareza.
Nós espíritas
sabemos a diferença entre um Espírito encarnado e outro Espírito desencarnado,
e entre outras coisas, que o encarnado por precisar atuar sobre a matéria
densa, necessita do corpo físico. A Doutrina Espírita nos ensina que o corpo
físico desde o momento da concepção é formado tendo como molde o perispírito.
Nosso corpo físico é uma cópia de nosso corpo perispiritual (réplica
rudimentar). Guardando certos limites, pode-se afirmar que o cérebro humano é
uma réplica do cérebro perispiritual, e que este cérebro físico seria
rudimentar quando comparado ao cérebro perispiritual, pois nem todas as
características são passadas ao corpo físico, mas apenas as possíveis e
necessárias a cada reencarnação. Seriam dois computadores de gerações
diferentes.
5.3
A casa mental
Precisamos
avaliar corretamente a natureza dos nossos instintos e apetites básicos, condicionamentos,
a fim de que, melhor equipados, possamos controlá-los.
O mundo,
neste particular, está em débito para com Sigmund Freud, o descobridor da
Psicanálise, em virtude de ter sido ele o primeiro homem a passar a mente
humana pelos raios X com êxito, descrevendo seus complicados trabalhos.
De
acordo com sua teoria, a mente está dividida em três partes:
1) O inconsciente;
2) O subconsciente;
3) A consciência.
Freud
deu a estas três partes da mente nomes técnicos específicos, chamando: O
inconsciente de ID; o consciente de EGO e a consciência de superego.
- A casa construída por Freud
Se
fizermos uma idéia de que a mente é uma pequena casa, poderíamos chamar o inconsciente de porão - andar
subterrâneo; o consciente de andar
principal, parte da casa onde realmente vivemos e nos entretemos, e a consciência - censor moral, a polícia,
seria o sótão.
É lógico
presumirmos que o porão não é tão limpo ou não está tão em ordem como a parte
de cima. Na maioria das casas o porão torna-se um lugar para despejo, onde se
armazena quantidade de velharias e, ao mesmo tempo, onde se localiza o sistema
de abastecimento de toda a casa.
- O sistema nervoso é a casa de Freud
No
sistema nervoso, temos o cérebro inicial, repositório dos movimentos instintivos
e sede das atividades subconscientes; figuremo-lo como sendo o porão de sua
individualidade, onde arquivamos todas as experiências e registramos os menores
fatos da vida. Na região do córtex motor, zona intermediária entre os lobos
frontais e os nervos, temos o cérebro desenvolvido, consubstanciando as
energias motoras de que se serve a nossa mente para as manifestações
imprescindíveis no atual momento evolutivo do nosso modo de ser.
Nos
planos dos lobos frontais, silenciosos ainda para a investigação científica do
mundo, jazem materiais de ordem sublime, que conquistaremos gradualmente, no
esforço de ascensão, representando a parte mais nobre de nosso organismo divino
em evolução.
Não
podemos dizer que possuímos três cérebros simultaneamente. Temos apenas um que,
porém, se divide em três regiões distintas. Tomemo-lo como se fora um castelo
de três andares; no primeiro situamos a “residência de nossos impulsos
automáticos”, simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados; no segundo
localizamos o “domicílio das conquistas atuais”, onde se erguem e se consolidam
as qualidades nobres que estamos edificando; no terceiro, temos “a casa das
noções superiores”, indicando as eminências que nos cumpre atingir.
(Segue na próxima postagem)
Autora: Vólia Loureiro do Amaral Lima
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