segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Da Influência do Meio - 1ª Parte

Existem três fatores básicos na comunicação mediúnica: o Espírito, o médium e o meio. Vamos analisar o meio em seus dois aspectos: material e espiritual.
a) Meio Material: local em que se desenrola o trabalho mediúnico. Fatores a serem observados:
  Área física;
  Componentes encarnados: dirigente, doutrinadores e médiuns.
b) Meio Espiritual: conjunto de fatores predisponentes que facilitam e orientam o trabalho mediúnico:
  Espíritos orientadores;
  Espíritos em tratamento;
  Fluidos resultantes das emanações dos dois planos (espiritual e material);
  Intenções dos participantes.
Segundo Manoel Philomeno de Miranda (Nos Bastidores da Obsessão), os fatores citados acima são requisitos para uma reunião séria, desde a área física, até as intenções e vibrações dos componentes.
Em [LM: 21, 231] Allan Kardec pergunta:
“O meio em que se acha o médium exerce alguma influência nas manifestações?”
R- Todos os Espíritos que cercam o médium o auxiliam, para o bem ou para o mal.”
Em Temas da Vida e da Morte Manoel Philomeno de Miranda diz:
"Que o meio ambiente exerce efeitos e predisposições nos seres vivos.
Embora o meio sócio-cultural seja consequência da ação do homem, tornasse-lhe fator de vigorosos efeitos no comportamento, o que tem levado muitas pessoas a concluir que - o homem é o produto do meio - salvo as inevitáveis exceções.”

É compreensível, portanto, que a influência do meio moral e emocional seja prevalente nos fenômenos mediúnicos.
Além da inevitável influência do médium, em decorrência dos seus componentes íntimos, o psiquismo do grupo responde por grande número de resultados nos cometimentos da mediunidade.
Do ponto de vista moral, os membros que constituem o núcleo, atraem, por afinidade, os Espíritos que lhe são semelhantes, em razão da convivência mental já existente entre eles. Onde quer que se apresentem os indivíduos, aí também estarão seus consórcios espirituais.
Assim, fica fácil entender o poder da associação de pensamento dos assistentes. Se o Espírito for, de qualquer maneira, atingido pelo pensamento, como nós somos pela voz, vinte pessoas unidas numa mesma intenção terão, necessariamente, mais força que uma só. Mas, para que todos os pensamentos concorram para o mesmo fim, é necessário que vibrem em uníssono, que se confundam por assim dizer em um só, o que não poderá acontecer sem concentração.
Para bem compreender o que se passa nestas circunstâncias, é importante se conhecer a influência do meio. É necessário representar cada indivíduo como que cercado por um certo número de companheiros invisíveis que identificam com o seu caráter, os seus gostos e as suas tendências (Kardec, A. LM: 29, 331] diz:
"Uma reunião é um ser coletivo cujas qualidades e propriedades são a soma de todas as dos seus membros, formando uma espécie de feixe; ora este feixe terá tanto mais força quanto mais homogêneo for."

Todos os componentes da reunião são acompanhados de Espíritos que lhe são simpáticos. Segundo o seu número e a sua natureza, esses companheiros podem exercer sobre a reunião ou sobre as comunicações uma influência boa ou má. Uma reunião perfeita seria aquela em que todos os seus membros, animados do mesmo amor pelo bem, só levassem consigo Espíritos bons. Na falta da perfeição, a melhor reunião será aquela em que o bem supera o mal.

Por outro lado, o Espírito chegando a um meio que lhe é inteiramente simpático sente-se mais à vontade. Contudo, se os pensamentos forem divergentes, provocam um entrechoque e idéias desagradáveis para o Espírito e, portanto, prejudicial à comunicação.
 (segue na próxima postagem)

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