Existem três
fatores básicos na comunicação mediúnica: o Espírito, o médium e o meio. Vamos
analisar o meio em seus dois aspectos: material e espiritual.
a)
Meio Material: local
em que se desenrola o trabalho mediúnico. Fatores a serem observados:
• Área física;
• Componentes encarnados: dirigente,
doutrinadores e médiuns.
b)
Meio Espiritual:
conjunto de fatores predisponentes que facilitam e orientam o trabalho
mediúnico:
• Espíritos orientadores;
• Espíritos em tratamento;
• Fluidos resultantes das emanações dos
dois planos (espiritual e material);
• Intenções dos participantes.
Segundo
Manoel Philomeno de Miranda (Nos Bastidores da Obsessão), os fatores citados
acima são requisitos para uma reunião séria, desde a área física, até as
intenções e vibrações dos componentes.
Em [LM: 21, 231]
Allan Kardec pergunta:
“O meio em que se acha o
médium exerce alguma influência nas manifestações?”
“R- Todos os Espíritos que cercam o
médium o auxiliam, para o bem ou para o mal.”
Em
Temas da Vida e da Morte Manoel Philomeno de Miranda diz:
"Que
o meio ambiente exerce efeitos e predisposições nos seres vivos.
Embora
o meio sócio-cultural seja consequência da ação do homem, tornasse-lhe fator de
vigorosos efeitos no comportamento, o que tem levado muitas pessoas a concluir
que - o homem é o produto do meio - salvo as inevitáveis exceções.”
É
compreensível, portanto, que a influência do meio moral e emocional seja
prevalente nos fenômenos mediúnicos.
Além da
inevitável influência do médium, em decorrência dos seus componentes íntimos, o
psiquismo do grupo responde por grande número de resultados nos cometimentos da
mediunidade.
Do ponto de
vista moral, os membros que constituem o núcleo, atraem, por afinidade, os
Espíritos que lhe são semelhantes, em razão da convivência mental já existente
entre eles. Onde quer que se apresentem os indivíduos, aí também estarão seus
consórcios espirituais.
Assim, fica
fácil entender o poder da associação de pensamento dos assistentes. Se o
Espírito for, de qualquer maneira, atingido pelo pensamento, como nós somos
pela voz, vinte pessoas unidas numa mesma intenção terão, necessariamente, mais
força que uma só. Mas, para que todos os pensamentos concorram para o mesmo
fim, é necessário que vibrem em uníssono, que se confundam por assim dizer em
um só, o que não poderá acontecer sem concentração.
Para bem
compreender o que se passa nestas circunstâncias, é importante se conhecer a
influência do meio. É necessário representar cada indivíduo como que cercado
por um certo número de companheiros invisíveis que identificam com o seu
caráter, os seus gostos e as suas tendências (Kardec, A. LM: 29, 331] diz:
"Uma
reunião é um ser coletivo cujas qualidades e propriedades são a soma de todas
as dos seus membros, formando uma espécie de feixe; ora este feixe terá tanto
mais força quanto mais homogêneo for."
Todos
os componentes da reunião são acompanhados de Espíritos que lhe são simpáticos.
Segundo o seu número e a sua natureza, esses companheiros podem exercer sobre a
reunião ou sobre as comunicações uma influência boa ou má. Uma reunião perfeita
seria aquela em que todos os seus membros, animados do mesmo amor pelo bem, só
levassem consigo Espíritos bons. Na falta da perfeição, a melhor reunião será
aquela em que o bem supera o mal.
Por outro
lado, o Espírito chegando a um meio que lhe é inteiramente simpático sente-se
mais à vontade. Contudo, se os pensamentos forem divergentes, provocam um
entrechoque e idéias desagradáveis para o Espírito e, portanto, prejudicial à
comunicação.
(segue na próxima postagem)

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