9.2 Superações
de obstáculos naturais
“Precisa,
por outro lado (o médium), criar um ambiente doméstico favorável, pacífico,
fugindo às discussões estéreis e desentendimentos, e sofrer as contrariedades
inevitáveis com paciência e tolerância evangélicas.
Como
pai, como irmão ou como filho, mas, sobretudo, como esposo, deve viver em seu
lar como um exemplo vivo de pacificação, de acomodação, de conselho e de boa
vontade. Não esqueça que, em sua qualidade de médium de prova, ainda não desenvolvido,
ou melhor educado, representa sempre uma porta aberta a influências perniciosas
de caráter inferior que, por seu intermédio, comumente atingem os indivíduos
com quem convive.
E, quanto
à sua vida social, deve exercer seus deveres com rigor e honestidade,
guardando-se, porém, de se deixar contaminar pelas influências malévolas
naturais dos meios em que se põem em contato indivíduos de toda espécie, sem
homogeneidade de pensamentos, crenças, educação e sentimentos”.
“Na
série de obstáculos que, em muitas ocasiões, parecem inteligentemente determinados
a lhe entravarem o passo reponta os mais imprevistos contratempos à frente do
servidor da desobsessão.
Uma
criança cai, explodindo em choro...
Desaparece
a chave de uma porta...
Um
recado chega de imprevisto, suscitando preocupações...
Alguém
chama para solicitar um favor...
Certo
familiar se queixa de dores súbitas...
Colapso
do sistema de condução...
Dificuldades
de trânsito...
O
colaborador do serviço de socorro aos desencarnados sofredores não pode hesitar.
Providencie de imediato, as soluções razoáveis para esses pequeninos problemas
e siga ao encontro das obrigações espirituais que o aguarda, lembrando-se de
que mesmo as festas de natureza familiar, quais sejam as comemorações de
aniversários ou os júbilos por determinados eventos domésticos, não devem ser
categorizados à conta de obstrução.
9.3 Homogeneidade
de pensamentos
“O
capítulo “mandato mediúnico” dá-nos margem para se verificar a extensão do
auxílio dispensado ao médium investido de tal encargo. Mesmo nos ambientes heterogêneos,
onde os pensamentos inadequados poderiam influenciá-lo levando-o a equívocos, a
proteção se faz de modo eficiente e sumamente confortador.
Além do
seu próprio equilíbrio, autodefesa decorrente das virtudes que exornam a sua
pessoa, tais como as referidas anteriormente e consideradas essenciais ao
mandato mediúnico, trabalha o médium dentro de uma faixa magnética que o liga
ao responsável pela obra de que está incumbido, segundo se verifica nas
palavras a seguir transcritas entre Dona Ambrosina e Gabriel (...): destacava-se
agora extensa faixa elástica de luz azulínea, e amigos espirituais, prestos na
solidariedade, nela entravam e, um a um, tomavam o braço da medianeira, depois
de lhe influenciarem os centros corticais, atendendo, tanto quanto possível, aos
problemas ali expostos”.
Essa
faixa de luz - partindo do irmão Gabriel e envolvendo inteiramente a médium -
tem a finalidade de defendê-la contra a avalanche de formas-pensamentos dos
encarnados e dos desencarnados menos esclarecidos, os quais, em sua
generalidade, carreiam aflitivos problemas e dolorosas inquietudes.
Nenhuma interferência ao receituário, graças a essa barreira magnética que a sua condição de médium no exercício do mandato e a magnitude da tarefa justificam plenamente.
“Ao
que mais tem mais lhe será dado..” - afirmou o Mestre Divino.
Os
pensamentos de má vontade, de vingança e revolta, bem assim os de curiosidade,
não conseguem perturbar a tarefa do médium que, no espírito de sacrifício e no
devotamento do bem, se edificou em definitivo.
Bondade,
discrição, discernimento, perseverança e sacrifício somam, na contabilidade do
Céu, proteção e ajuda”.
“Não
podemos entender serviço mediúnico sem noção de responsabilidade individual”.
É
inconcebível se promova o intercâmbio com a Espiritualidade sem que haja, da
parte de cada um e de todos, em conjunto, aquela nota de respeito e veneração
que nos faz servir, “espiritualmente ajoelhados”, às tarefas mediúnicas.
Os
amigos Espirituais consagram tanto respeito ao setor mediúnico que o assistente
Áulus, ao se dirigir para sala de reuniões, teve as seguintes palavras que, de
maneira expressiva, e singular, traduzem a maneira como encaram o serviço:
“Vemos
aqui o salão consagrado aos ensinamentos públicos. Todavia, o núcleo que
buscamos (sala de sessões mediúnicas), jaz em reduto íntimo, assim o coração
dentro do corpo”.(...)
E,
referindo-se à preparação dos encarnados, antes do início dos trabalhos,
reporta-se a:
“Quinze
minutos de prece, quando não sejam de palestra ou leitura com elevadas bases
morais”.
Não se
justifica, realmente, que antes das reuniões, demorem-se os encarnados em
conversações inteiramente estranhas às suas finalidades. Não se justificam a
conversação inadequada e o ambiente impregnado de fumo, numa ostensiva
desatenção a respeitáveis entidades e num desapreço aos irmãos sofredores
trazidos aos centros afins de que, em ambiente purificado, sejam superiormente
atendidos.
Há
grupos em que os encarnados se comprazem, inclusive, em palestras desaconselháveis
que estimulam paixões, tais como, política, negócios e alusões a companheiros
ausentes, numa prova indiscutível de que não colaboram para que os recintos
reservados às tarefas espirituais adquiram a feição de templos iluminativos.
Salientando
o sentimento de responsabilidade dos dez companheiros do grupo visitado, Áulus
esclarece:
“ Sabem que não devem abordar o mundo
espiritual sem a atitude nobre e digna que lhes outorgará a possibilidade de
atrair companhias edificantes, e, por este motivo, não comparecem aqui sem
trazer ao campo que lhes é invisível as sementes do melhor que possuem”.
Tendo
Jesus Cristo afirmado que estaria sempre, “onde duas ou três pessoas se reunissem
em seu nome”, estamos convictos de que, onde o trabalho se realizar sob a inspiração
de seu amor, num palacete ou num casebre, a Sua Presença se fará por meio de
iluminados mensageiros.”
AUTORA: VÓLIA LOUREIRO DO AMARAL LIMA
REFERÊNCIAS
1) Kardec,
A. O Livro dos Médiuns. 29.
ed. FEB.
2) Armond,
E. Mediunidade. 9. ed.
LAKE.
3) Xavier, F. C.; Vieira, W./Luis, A. Desobsessão.
1. ed. FEB.
4) Peralva, J. M. Estudando a
Mediunidade. 4. ed. FEB.
5) Franco, D. P./Miranda M. P. Nos
Bastidores da Obsessão.
6) Xavier, F. C./Luis, A. Nos Domínios da Mediunidade.
7) Franco, D. P./Miranda M. P Tramas
do Destino.
8) Miranda, H. C. Diversidade dos Carismas.

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